Sulcam suavemente, abrandado pelo Euro o vasto ponto, as bojudas naus que transportam os Atridas - Agamémnon, pastor de povos, e seu irmão de fulva coma, Menelau - à sumosa Ítaca, quais iam ter com o Laértida, egrégio Odisseu, e convocá-lo à guerra que arrasaria a Priâmea pátria, Ílion, criadora de cavalos, que por pacto jurados sob o cetro de Tideu, exímio engenho agastado pelo próprio Industrioso, deveriam lutar pela honra daquele que desposara a mais bela das mulheres, bracinívea Helena, semelhante às olimpíades.
Contíguo do belígero Menelau, como parelha de mus ajoujados, Palamantes Nauplíades, primo-irmão do Atrida, qual pérfida serpe embrenhada em vasto choupo a espera de incauta rês desgarrada, caminha pisando nos calcanhares deste sempre a soprar-lhe torpes verdades.
Em Ítaca chegados, quando perso arrebol se divisava, são interpelados pelo porqueiro Eumeu, de régia estirpe, porém fâmulo querido à Ulisses:
“Quanta dor e ávido estímulo sinto em vê-los, tal como dissonantes notas tocadas por inábil numa lira! Sou Eumeu, o porqueiro, porém de nobre assento me regalo de ser; e cá me dirijo, não por minha própria vontade, mas a mando da pulquérrima Penélope, consorte de nosso desarrazoado senhor, o Laércio Ulisses.”
“Palavras obscuras proferes, porqueiro!-retorque o maior dos Atridas - Ou doido és e por excesso de estima Odisseu te deixa entre os teus, ou sou eu que o tino perdi na vinda à Ítaca abundante em outeiros. Já, já, explica-te ou cala-te, leva-me até o alcáçar e introduz-me ao teu senhor, pois ignaro penso ser Ulisses de nossa chegada. Noite é! Convém libar e os membros laxar em finas e felpudas cobertas, como cabe a hospede ilustre.”
“Ouço e obedeço quanto me ordenas, rei dos reis, Atrida altivo! Segue-me pois, que na carreira explicarei meus obnubilados lamentos, que tanto me abrasam, e então poderás julgar quem, em toda Ítaca verdejante, agora sofre dos miolos”
Seguem os reis, da Atrea estirpe, o porqueiro que na frente ia, qual montês que, por intrincadas sendas, ensina veredas aos filhotes, Eumeu guiava.
Menelau, belígero sublime, de sanguínea coma, interpela o roto Eumeu:
“Agora que Faetonte já a muito guardou a quadriga solar conta-nos, pois, Eumeu, velho e nobre porqueiro, que significam suas intricadas palavras!”
domingo, 1 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Diálogo III

Teogenis de Mileto: Óh, fraterno amigo, experimentado domador de leões, tal qual Héracles que um dia em Neméia poderosa fera derrotou! Em quais agros campos percorres por estes dias que a diderrosea aurora se ausenta em dar-nos o ar de sua beleza furta-cor!?
Alexandro de Éfeso: Saudações egrégio amigo! Tenho vagado no ermo da solidão das estradas e descoberto que são propícios os dias que se mostram encobertos! Grande beleza se oculta na figura das ninives e nos agrupamentos celestes do Pai Ajunta-Nuvens! Cumulus, Nimbus e Cirrus, todos esses deuses estrangeiros nos apontam para algo que está ainda além do que nos diz o multi-ardiloso olhar!
Teogenis de Mileto: E quão engenhosamente obinubilantes são estas janelas que chamamos de olhos! Tudo o que vê não o é e as minúcias se perdem! Mas onde se esconde o arqui-argêntio, Luminoso Apolo? ou ainda devemos esquecê-lo por um momento e viver em alegre festim dionisíaco?
Alexandro de Éfeso: Como os antigos descendentes de Sólon, poderíamos celebrar os Encantos de Isis e com eles todos os plurifacetados mistérios do breu! E se nos transpassa o imo, vontade insólita de afrontar as bacantes e romper os limites da menina da manhã... lembre-mos sempre do dito: " a morte é assunto que se debruça sobre os joelhos dos Deuses" ! Assim, coragem, homem de natureza leonina, é o próprio Loxias quem nos convida para os nebulosos arcanos!
Teogenis de Mileto: Palavra reta e de entusiasmo percorre seu cérebro e verte de sua boca! É por acaso um Nume, um Daimon que por ti discorre com tal precisão!? Digo-te: avante! Que Zeus, porta-égide, de nebulosa fronte, nos aponte a tortuosa trilha que percorremos!
Alexandro de Éfeso: Saudações egrégio amigo! Tenho vagado no ermo da solidão das estradas e descoberto que são propícios os dias que se mostram encobertos! Grande beleza se oculta na figura das ninives e nos agrupamentos celestes do Pai Ajunta-Nuvens! Cumulus, Nimbus e Cirrus, todos esses deuses estrangeiros nos apontam para algo que está ainda além do que nos diz o multi-ardiloso olhar!
Teogenis de Mileto: E quão engenhosamente obinubilantes são estas janelas que chamamos de olhos! Tudo o que vê não o é e as minúcias se perdem! Mas onde se esconde o arqui-argêntio, Luminoso Apolo? ou ainda devemos esquecê-lo por um momento e viver em alegre festim dionisíaco?
Alexandro de Éfeso: Como os antigos descendentes de Sólon, poderíamos celebrar os Encantos de Isis e com eles todos os plurifacetados mistérios do breu! E se nos transpassa o imo, vontade insólita de afrontar as bacantes e romper os limites da menina da manhã... lembre-mos sempre do dito: " a morte é assunto que se debruça sobre os joelhos dos Deuses" ! Assim, coragem, homem de natureza leonina, é o próprio Loxias quem nos convida para os nebulosos arcanos!
Teogenis de Mileto: Palavra reta e de entusiasmo percorre seu cérebro e verte de sua boca! É por acaso um Nume, um Daimon que por ti discorre com tal precisão!? Digo-te: avante! Que Zeus, porta-égide, de nebulosa fronte, nos aponte a tortuosa trilha que percorremos!
Diálogo II
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Alexandro de Éfeso: Meu amado amigo! Saudações dos irmãos do antigo templo de delfos.
Teogenis de Mileto: Óh feliz companha de outrora! Que ventos te sopram aos ouvidos?
Alexandro de Éfeso: Sopra o Zéfiro... assobiam canções o Noto... e a ultima de Loxias oblíquo, é que não há nada de novo debaixo do sol.
Teogenis de Mileto: Assim os ventos te professam! A mim suave brisa canta, como ninfas, bem aventuranças que não tardam!
Alexandro de Éfeso: Que sejam elas todas egrégias e fartas! Que muitos banquetes e flores nos aguardam em terras distantes, e que hospitaleiros e venerandos são os estrangeiros que nos recebem como em nossa augusta casa...
Teogenis de Mileto: Tudo o que dizes realizar-se-á em breve. Com mui caras e esbeltas fâmulas de tez brônzea a nos banhar, untar com óleos odoríficos raríssimos e mil tipos de grãos e viandas nos ofertarão!
Alexandro de Éfeso: Oxalá nosso pai Cronida seja favorável... que os encantos dos cantos circeanos não mais nos acalantem como porcos que dormem sem saber onde vão.
Teogenis de Mileto: Que Afrodite aqueça o coração das donzelas enquanto luminoso Apolo penetre em seus fracos miolos dando-lhes lucidez!
Alexandro de Éfeso:Que palavra é essa que te escapole das alvas barreiras dos dentes? Não sabes por acaso que o destino é tecido pelas Nornas e que para elas não há esperança?
Teogenis de Mileto: Óh, perspicaz amigo, nada te encubro daquilo que me vai no íntimo de meu espírito! Existem aquelas, traiçoeiras víboras em pele de carneiro que, como Circe, feiticeira ludibriosa, nos transformam em feras bestiais! Existem ainda outras que com abraço eterno nos querem sufocar, como Calípso, afastando-nos de nosso doce lar! Porém, há também fiéis Penélopes, a tecer finas mortalhas esperando nosso regresso....
Alexandro de Éfeso: Mas nem o engenhoso homem Dedáleo conseguiria produzir um engenho suficiente para criar um industrioso artifício... E encontrá-las!
Teogenis de Mileto: Pois, com razão, nenhum engenho criado pelas mãos do homem pode vislumbrar tais mulheres! Deitadas por sobre o colo de Morfeu estão, dentro do próprio Homem!
Alexandro de Éfeso: Raio luminoso que provem dos Numes te alumia a fronte! E agora mesmo parece que fala como os vates e não como homem comum a quem as vistas confundem a excelsa razão!
Teogenis de Mileto: Óh feliz companha de outrora! Que ventos te sopram aos ouvidos?
Alexandro de Éfeso: Sopra o Zéfiro... assobiam canções o Noto... e a ultima de Loxias oblíquo, é que não há nada de novo debaixo do sol.
Teogenis de Mileto: Assim os ventos te professam! A mim suave brisa canta, como ninfas, bem aventuranças que não tardam!
Alexandro de Éfeso: Que sejam elas todas egrégias e fartas! Que muitos banquetes e flores nos aguardam em terras distantes, e que hospitaleiros e venerandos são os estrangeiros que nos recebem como em nossa augusta casa...
Teogenis de Mileto: Tudo o que dizes realizar-se-á em breve. Com mui caras e esbeltas fâmulas de tez brônzea a nos banhar, untar com óleos odoríficos raríssimos e mil tipos de grãos e viandas nos ofertarão!
Alexandro de Éfeso: Oxalá nosso pai Cronida seja favorável... que os encantos dos cantos circeanos não mais nos acalantem como porcos que dormem sem saber onde vão.
Teogenis de Mileto: Que Afrodite aqueça o coração das donzelas enquanto luminoso Apolo penetre em seus fracos miolos dando-lhes lucidez!
Alexandro de Éfeso:Que palavra é essa que te escapole das alvas barreiras dos dentes? Não sabes por acaso que o destino é tecido pelas Nornas e que para elas não há esperança?
Teogenis de Mileto: Óh, perspicaz amigo, nada te encubro daquilo que me vai no íntimo de meu espírito! Existem aquelas, traiçoeiras víboras em pele de carneiro que, como Circe, feiticeira ludibriosa, nos transformam em feras bestiais! Existem ainda outras que com abraço eterno nos querem sufocar, como Calípso, afastando-nos de nosso doce lar! Porém, há também fiéis Penélopes, a tecer finas mortalhas esperando nosso regresso....
Alexandro de Éfeso: Mas nem o engenhoso homem Dedáleo conseguiria produzir um engenho suficiente para criar um industrioso artifício... E encontrá-las!
Teogenis de Mileto: Pois, com razão, nenhum engenho criado pelas mãos do homem pode vislumbrar tais mulheres! Deitadas por sobre o colo de Morfeu estão, dentro do próprio Homem!
Alexandro de Éfeso: Raio luminoso que provem dos Numes te alumia a fronte! E agora mesmo parece que fala como os vates e não como homem comum a quem as vistas confundem a excelsa razão!
Diálogo I - Paródia
Teogenis de Mileto: Meu amigo Alexandro! Sinto que tenho melhorado algumas coisas em mim.
Alexandro de Éfeso:Mas quem melhora? Essa é a duvida original. Ou a pergunta central.
Téogenis de Mileto: Ah Alexandro, Senhor Retórica! Quando digo “melhorar”, me refiro ao sentindo de que, na vida diária, pode-se retirar melhores resultados sem envolver terceiros...
Alexandro de Éfeso:Ah, nesse sentido... As formas se aperfeiçoam realmente. Só não chegam à perfeição, mas quase. Uma melhora behaviorista... Saber ganhar a banana de forma mais prática!
Téogenis de Mileto:Mas se a melhora, por outro lado, for de uma maneira mais ética pode fazer o macaco se libertar da jaula e correr a uma verdadeira bananeira!
Alexandro de Éfeso:Mas o que leva ele a sair da jaula, meu caro Teógenis, é saber que está preso, e não comer a banana com mais facilidade!
Téogenis de Mileto: Sim, sim, tens razão! Mas se ele não tiver bananas ao seu dispor, para ter tempo de observação do que há ao redor, ele vai ficar só tentando pegar a banana e saciar a fome...
Alexandro de Éfeso:Mas se ele não tiver bananas ao seu dispor, poderá perceber que bananas são só uma concepção mental.
Téogenis de Mileto:É, muito perspicaz sua colocação! O problema na verdade são os outros 50 macacos que estão junto com ele na jaula e que enchem a paciência deste único macaco que tenta ver isso!
Alexandro de Éfeso:A questão meu caro Teógenis é que alguns enchem sabendo em que acreditar, outros não!
Téogenis de Mileto: Novamente concordo com você Alexandro... Os que enchem sabendo fazem para despertá-lo enquanto os outros para adormecê-lo!
Alexandro de Éfeso:Por isso a saudosa frase do Robin " macacos me mordam Batman" POW, SOC , PUM
Téogenis de Mileto: Chegamos a uma conclusão excepcional!!!! Na verdade melhorar ou não, depende se você assistiu Batman e Robin na adolescência!!
Alexandro de Éfeso:É meu caro... Essa é a base da evolução! E disso derivam todas as religiões da visão robinocêntrica do mundo!!
Alexandro de Éfeso:Mas quem melhora? Essa é a duvida original. Ou a pergunta central.
Téogenis de Mileto: Ah Alexandro, Senhor Retórica! Quando digo “melhorar”, me refiro ao sentindo de que, na vida diária, pode-se retirar melhores resultados sem envolver terceiros...
Alexandro de Éfeso:Ah, nesse sentido... As formas se aperfeiçoam realmente. Só não chegam à perfeição, mas quase. Uma melhora behaviorista... Saber ganhar a banana de forma mais prática!
Téogenis de Mileto:Mas se a melhora, por outro lado, for de uma maneira mais ética pode fazer o macaco se libertar da jaula e correr a uma verdadeira bananeira!
Alexandro de Éfeso:Mas o que leva ele a sair da jaula, meu caro Teógenis, é saber que está preso, e não comer a banana com mais facilidade!
Téogenis de Mileto: Sim, sim, tens razão! Mas se ele não tiver bananas ao seu dispor, para ter tempo de observação do que há ao redor, ele vai ficar só tentando pegar a banana e saciar a fome...
Alexandro de Éfeso:Mas se ele não tiver bananas ao seu dispor, poderá perceber que bananas são só uma concepção mental.
Téogenis de Mileto:É, muito perspicaz sua colocação! O problema na verdade são os outros 50 macacos que estão junto com ele na jaula e que enchem a paciência deste único macaco que tenta ver isso!
Alexandro de Éfeso:A questão meu caro Teógenis é que alguns enchem sabendo em que acreditar, outros não!
Téogenis de Mileto: Novamente concordo com você Alexandro... Os que enchem sabendo fazem para despertá-lo enquanto os outros para adormecê-lo!
Alexandro de Éfeso:Por isso a saudosa frase do Robin " macacos me mordam Batman" POW, SOC , PUM
Téogenis de Mileto: Chegamos a uma conclusão excepcional!!!! Na verdade melhorar ou não, depende se você assistiu Batman e Robin na adolescência!!
Alexandro de Éfeso:É meu caro... Essa é a base da evolução! E disso derivam todas as religiões da visão robinocêntrica do mundo!!
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